Áreas de Atuação

Programação

Programação é sem dúvida o assunto mais popular para quem pensa em seguir uma profissão ligada a tecnologia.

 

É uma área mais relacionada ao início de carreira e tecnólogos, os profissionais em ciência da computação costumam ser desenvolvedores ou analistas de sistemas, que trabalham com as demais partes do processo de criação como o contato com o cliente, arquitetura e até atividades administrativas. 

 

O programador é o responsável por escrever rotinas e códigos, em uma linguagem de programação, que dá origem aos programas de computador.

 

A linguagem de programação é a maneira pela qual o homem “conversa” com a máquina, tornando possível a execução de tarefas. 

 

Há várias linguagens de programação, as mais importantes são aprendidas na faculdade, mas há cursos para linguagens específicas.

 

Fazendo esses cursos, você recebe uma certificação, que é a prova de que possui conhecimento em determinada língua de programação.

               

O programador pode trabalhar também com desenvolvimento de software. É uma tarefa de criação, que consiste em além de criar códigos, visualizar as ações que ele produzirá. 

 

Trabalhar com programação, exige profissionais com alto grau de conhecimento técnico e raciocínio lógico apurado. Pode desenvolver uma função dentro de um software, ou até mesmo criar um inteiro. 

 

O trabalho normalmente é realizado em equipe junto com outros programadores, engenheiros de software e analistas de sistemas que passam aos programadores a forma como o software é desenvolvido.

 

As categorias de programação mais comuns no mercado são:

 

Programador desktop: responsável por desenvolver programas que vão funcionar dentro de um sistema operacional como o Windows, Linux ou MAC;

 

Programador Mobile: Desenvolve aplicativos para plataformas móveis como o Android e IOS;

 

Programador WEB: Responsável pela programação de websites que funcionarão na  internet, e que possam ser acessados de qualquer ambiente;

 

Programador de jogos: Responsável pela criação de um jogo ou de parte de suas instruções lógicas, pode desenvolver jogos para computador, dispositivos móveis e videogames.  

 

Programador executivo: é o programador que coordena o processo de aplicação do código em um projeto, é o profissional que verifica se os códigos e comandos que foi feito por outros programadores estão de acordo com o projeto, independente da linguagem ou metodologia de trabalho escolhida pelos analistas e gerentes de projetos. O seu trabalho pode ser comparado com a de um executivo comum.

O mercado para esse profissional cresceu muito, diversas empresas que não são ligadas a informática possuem departamento de T.I e demandam esse tipo de profissional. 

 

Devido a complexidade das tarefas, é muito difícil encontrar bons profissionais, a dificuldade é tanta que algumas empresas de TI possuem iniciativas para ensinar linguagem de programação nas escolas, a fim de criar interesse nos jovens para que eles possam escolher a profissão de programador.

 

Dificilmente um programador fica desempregado, a dica para quem quer ser programador, ou está na faculdade e quer ir para essa área, é estudar, há várias informações sobre programação disponível na internet, e não esperar o curso acabar para procurar emprego ou estágio.

Muitos programadores não fizeram curso de graduação, ou não fizeram uma graduação ligada a área de informática, é um trabalho onde é possível atuar sendo autodidata, e mesmo fazendo um curso, quem deseja ser programador precisa ter essa qualidade, já que é uma área que pede que o profissional fique se atualizando o tempo inteiro.

 

Além da graduação em ciência da computação há o curso técnico em programação.

Engenharia de Software

Engenharia é a arte de aplicar os conhecimentos científicos à invenção ou aperfeiçoamento. A engenharia de software é a aplicação deste princípio no desenvolvimento de software.

O trabalho do engenheiro de software é voltado ao planejamento, desenvolvimento e manutenção de sistemas de software.

 

Eles desenvolvem, projetam e testam diferentes tipos de software sejam jogos de computador, sistemas operacionais, bancos de dados e até aplicações médicas. 

 

O engenheiro precisa ser capaz de fazer a ponte entre os requisitos de um projeto e a solução final. 

 

As atividades do engenheiro de software são facilmente confundidas com as do programador. Apesar do engenheiro realizar algumas atividades que são de responsabilidade dos programadores, ele precisa ter uma visão mais global do desenvolvimento do sistema, diferenciando papéis, fluxos e definindo responsabilidades para os membros da equipe.

 

Os profissionais que buscam trabalhar como engenheiros de software, precisam ter domínio da língua inglesa, já que a maioria das informações sobre programação estão nesse idioma. 

 

Além disso, o profissional deve buscar certificações específicas, geralmente é necessário certificação em RUP (Rational Unified Process) e conhecimentos de CMMI e MPS.Br. 

 

Assim como as demais áreas de tecnologia da informação (TI), o mercado continua aquecido, a demanda por esse profissional costuma ser muito grande, e é mais restrita a empresas da área de tecnologia, em comparação com o programador por exemplo, principalmente produtoras de software.

Análise de Sistemas

A profissão de analista de sistemas possui curso próprio de graduação, a Análise de Sistemas. No entanto, o cientista da computação também pode atuar nessa área, pois grande parte dos conhecimentos necessários são aprendidos no curso de ciência da computação.

 

A análise de sistema tem como foco encontrar o melhor caminho para que a informação possa ser processada, avaliando os equipamentos utilizados (hardware), programas (softwares) e o usuário final. 

 

Verifica, por exemplo, quais as máquinas utilizadas para armazenamento, quais programas serão utilizados para sua gestão e como ocorrerá o acesso desses dados, ou seja, o analista de sistemas é o profissional encarregado de sistematizar informações, e encontrar a melhor e mais racional forma de processá-las.

 

A profissão é demandada por empresas e órgãos que buscam a integração de seus sistemas de informação (por exemplo, possibilitar que em uma empresa as informações referentes ao setor comercial e ao setor financeiro possam ser acessadas no mesmo software).

 

Este profissional também é responsável pelo levantamento das necessidades específicas do cliente e desenvolvimento de programa específico com base nas informações colhidas.

 

Assim é importante que este profissional tenha conhecimento abrangente, inclusive de assuntos referentes a administração de empresas.

 

Dentro das organizações é comum ter dois profissionais da área de análise de sistemas com focos distintos, há o analista de sistemas mais técnico, que tem foco em desenvolvimento do produto, programação e busca de novas linguagens.

 

E há o analista de campo, que deve conhecer de negócios, e ter bons conhecimentos de modelagem, ele atua como a ponte entre o cliente e o programador.   

 

O profissional que decide seguir essa área pode realizar atividades como:

 

-Criação de produtos e serviços computacionais (sistemas e programas).

-Administração de projetos (projetos de programas, banco de dados e coisas afins).

-Prestar suporte aos usuários.  

-Gerenciamento do fluxo de informações geradas e espalhadas pelas redes de computadores.

-Identificação dos requisitos, quais os requisitos para que um sistema possa ser implementado por um empresa.

-Análise de projetos do sistema, implantação e acompanhamento dos sistemas pedidos pelos usuários.

 

O mercado de trabalho para analistas de sistemas é promissor, além de atuar em empresas de T.I desenvolvendo sistemas, o analista pode trabalhar em empresas que não são diretamente ligadas a área de T.I, muitas empresas possuem departamentos voltados a gestão de informações e suporte.

 

Apesar de ser um profissional muito procurado, as exigências para ter uma boa colocação no mercado são altas, é importante fluência em  inglês, conhecimento sobre gerenciamento de projetos e processos, e certificações, a mais utilizada na área é a certificação em UML (Unified Modeling Language). 

Arquitetura de Software

O Arquiteto de Software é o profissional que idealiza como o software será feito, não é um cargo para recém formados, são para profissionais que tem uma vasta experiência.

 

Mas ainda não há consenso sobre o que é a arquitetura de software e como este profissional atua dentro de cada organização. 

Historicamente, o arquiteto tinha como função definir quantas máquinas, quais as tecnologias e o alinhamento destas com a estratégia da organização, mas não participava da construção do software, ou seja, nos códigos – ou nos diagramas de sequência, esse arquiteto ficou conhecido como arquiteto organizacional.

 

Essa abordagem distanciava cada vez mais o arquiteto dos problemas e das soluções que cada estilo e ferramenta implicam no dia-a-dia da equipe.

Hoje a definição da função do arquiteto é manter a coerência entre as partes envolvidas em um projeto.

 

Ele é o profissional que oferece uma solução técnica que seja alinhada ao tipo de negócio da empresa, além de ser um facilitador técnico para a equipe de desenvolvimento.

 

É preciso que esse profissional tenha conhecimento de diversas tecnologias e possua uma vasta experiência em projetos. 

Administração de Redes

Diferentemente do analista de redes, que lida com redes locais e tem maior foco em instalação e configuração de redes, o administrador de redes está mais focado na infraestrutura como, servidores, cabos e computadores.

 

Este profissional deve zelar pelas boas condições da infraestrutura de comunicações e redes, devendo não só garantir o seu funcionamento como também supervisionar a atividade na rede, avaliar o fluxo de tráfego e garantir o nível de serviço e intervir.

 

Além de monitorar as condições de segurança em conjunto com o responsável de segurança.

 

Para que tenha um bom desempenho como administrador de redes, além da graduação, é importante que possua conhecimentos em Windows Server, Linux, redes TCP / IP, comunicação de dados e interligações de redes, serviços de rede, serviços de monitoramento de tráfego e redes de computadores e conhecimentos em intranet, internet e extranet, redes wireless e telefonia.

 

O profissional deve ter interesse em buscar alternativas técnicas e gerenciais, possuir facilidade de comunicação, e trabalhar como mediador com o departamento de informática nas questões técnicas e administrativas da rede local.

 

Há várias certificações na área de redes. As principais exigidas pelo mercado são as certificações Cisco (CCNA, CCDA, CCNP, CCDP e CCIE), para quem vai atuar na área de infraestrutura de redes a nível de roteadores e switches. Para quem vai atuar na área de projetos e implantação de cabeamentos estruturado tem as certificações da Furukawa(FCP Fundamental e FCP Master).

Segurança da Informação

O analista de segurança da informação é responsável pela proteção de um conjunto de dados, seu objetivo é minimizar os riscos corporativos quanto ao roubo de informações.

 

Ele atua na detecção de vulnerabilidades em sistemas, servidores, aplicações, realiza análises de risco e elabora planos. Seu trabalho também inclui a auditoria e controle de processos, procurando encontrar não conformidades e corrigi-las.

A importância do analista de segurança tem aumentado conforme os níveis de informatização se elevam, pois, com um maior fluxo de informações, é necessário que os meios de garantir segurança e prevenir fraudes se tornem cada vez maiores.

 

Os métodos de ataque e exploração de falhas tem se tornado cada vez mais complexos, o que faz com que o profissional necessite de atualização constante a fim de se precaver de possíveis falhas.

 

As atividades diárias incluem:

Análise de brechas de segurança e tentativas de invasão a sistemas operacionais e equipamentos de interconectividade, configuração e manutenção do esquema de segurança da rede, incluindo a segurança de equipamentos (acesso físico), dos dados (acesso não-autorizado) e de sistemas operacionais de clientes e servidores. Monitoramento de novos aspectos relacionados à segurança (novas técnicas de invasão, novos problemas de segurança encontrados em produtos na rede, etc).

 

Profissionais recém-formados que desejam entrar na área de segurança de informação, podem buscar cursos e certificações que mostrem especialidade nas ferramentas de segurança, o profissional deve ter conhecimentos de:

 

Sistemas operacionais em geral, funcionamento de programas, sistemas de firewall, protocolos de rede (principalmente TCP/IP); Conhecimento de protocolos típicos de inter-redes (Frame Relay, X25, ATM, etc.); Uso de ferramentas de monitoramento de tráfego de rede, incluindo sniffers; Linguagens de programação (C, Perl, VB), hardware e software de redes.

 

As certificações exigidas pelo mercado são: Títulos de segurança em sistemas operacionais da Cisco (CCNA Securit e CCSP), CISSP, Sun, CheckPoint e CISM.

 

Além da proteção de dados, uma especialização na área que vem ganhando destaque nos últimos anos é a computação forense no qual o profissional realiza pericia em dispositivos, elaboração de laudo, e proteção a fraudes em meios corporativos.

A demanda por esse profissional vem crescendo bastante, o nível de informatização aumenta com o passar do tempo, e aumenta a preocupação com a segurança, esse profissional trabalha principalmente em grandes empresas.

Inteligência Artificial

A Inteligência artificial tem como objetivo criar maneiras para que os computadores executem tarefas de maneira racional e inteligente, e que simulem as características do ser humano, como pensar e resolver problemas.  

 

É uma área muito inovadora e com grande potencial para transformar o mundo.

 

Apesar da maioria das pessoas acharem que se trata de algo que só irá acontecer em um futuro muito distante, já existem várias aplicações de inteligência artificial hoje em dia, como robôs que andam, falam e até reconhecem rostos.  

 

Há outros exemplos de sistemas inteligentes no nosso dia a dia, como as máquinas fotográficas que reconhecem o rosto, os corretores ortográficos e reconhecimento de voz. 

 

O profissional que deseja trabalhar com inteligência artificial pode trabalhar em uma empresa aplicando algoritmos em sistemas inteligentes e realizando atividades relacionadas.

 

Mas se você se interessa pela parte de invenção, o ideal é  trabalhar com pesquisas, na área acadêmica.

Aplicações em outras áreas

A tecnologia é um excelente instrumento para resolver problemas, facilitar processos e inovação. É possível atuar em praticamente todas as áreas, e contribuir para o desenvolvimento das mesmas. 

 

Hoje podemos observar aplicações da tecnologia na medicina, na educação, em mobilidade urbana no sistema financeiro e muitas outras áreas.

 

Um exemplo dessas aplicações são: máquinas que realizam diagnósticos baseadas nos resultados de exames, e indicam qual é o melhor tratamento, diversos softwares de gestão financeira que são usados em todas as grandes empresas, aplicativos que permitem a inclusão de pessoas com deficiência, aplicativos que ajudam a aprender outro idioma, jogos que tem caráter educativo, e muitas outras.

Quem deseja trabalhar utilizando a tecnologia como um instrumento para criar ou melhorar alguma coisa, que não seja necessariamente na área tecnológica, o caminho é a área acadêmica e se dedicar a trabalhar com pesquisa, seja em uma universidade, ou em uma empresa na área de pesquisa e desenvolvimento.